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  • Dr. Paulo Ladeira

Advogado de Família comenta sobre as causas de um divórcio

Versão escrita do vídeo anterior


Depois que me formei em direito no Largo São Francisco – USP - decidi advogar sozinho. Da forma como comecei estou hoje, pessoalmente cuidando de cada caso de cada cliente meu, de modo quase artesanal. A área que escolhi advogar é Direito de Família e Sucessões, e acabei me especializando nela. Até abri um segundo local de atendimento fora da capital, em São José dos Campos, e fico pulando entre as duas cidades.

Esses anos de advocacia familiar passaram rápido. Nesse período pude entender por que padres dão conselhos familiares: consegui aquela experiência de ouvido que os padres de pequenas cidades do interior possuem. Eles nunca viveram o casamento, mas sabem o que é e o que fazer depois de ouvir tantas histórias sobre o que deu errado na vida dessas pessoas. Melhor do que quem se casou duas ou três vezes.

Por exemplo, o primeiro tipo de divórcio ocorre logo depois do início. Sabia disso? Sim, incrível, não? As pessoas se casam sem pensar. Talvez pensam que por estarem mutuamente apaixonadas tem todos os requisitos para um casamento bem-sucedido. Não tem. Se cometeram esse erro essa fase sem filhos, ótimo. Caso contrário, terão um problemão no colo, não?

Planejamento financeiro. Parece básico, a maioria de vocês me dirá que, se houve casamento, certamente as pessoas discutiram os gastos envolvendo essa vida futura em comum, certo? Errado. Muita gente começa a brigar, após o casamento, por falta de dinheiro. E onde tem briga constante, o amor acaba, a convivência se torna insuportável.

Ter um filho sem pensar direito em como lidar com os gastos advindos dele é algo que certamente deveria ser básico. Para os homens: se o dinheiro que você dava a uma esposa totalmente dependente de você é o seu orçamento para o filho, tome cuidado: ela pode colocar a conta no papel, ver que consegue a mesma mesada com a pensão, e pedir o divórcio só para ser quem administrará essa mesada que você quer controlar agora em benefício de seu filho.

Tem mulher que casa para resolver o problema financeiro da própria vida. É difícil batalhar para trabalhar e se firmar no mercado de trabalho. Não pense que casar sem amor com um homem generoso com o dinheiro resolverá sua vida. Você pode terminar com um divórcio muito litigioso, um filho para criar, uma pensão que custa processos para fazer ele pagar, ou seja, sua vida vira um pesadelo. Não tem solução fácil.

O adultério é um motivo tão comum para o fim do relacionamento que até perde um pouco a graça nesse contexto. Destruir um casamento pelo motivo mais antigo da história ... por favor, sejam originais.

Suponhamos então que esse casamento tenha sido feito com maturidade, sabendo que era mais do que uma avassaladora paixão; que os noivos tenham planejado financeiramente seu casamento; que se apoiem mutuamente em todas as situações; que quando haja uma dificuldade pensem em si mesmos como sendo uma aliança contra o mundo, enfim, o casal ideal. Esse casamento ainda pode dar errado? Existe divórcio na meia idade? Ou melhor, na terceira idade?

Sim, claro que existe.

O casal passou a trinta anos inteiramente ocupado com os filhos. O leva e traz da escola, o trabalho, as contas por pagar, as festinhas do filho, trabalho todo dia, etc.. Chega um momento os filhos se casam, a aposentadoria chega, e o casal se percebe sozinho naquela casa enorme de novo. Um olha para o outro e descobre que, na prática, passaram os últimos trinta anos sem desfrutar muito da companhia um do outro. E quando voltam a desfrutar, percebem que mudaram. Ao invés de se adaptar para viverem juntos, ou se maravilharem no desbravamento dessa nova versão envelhecida de seu marido ou esposa, simplesmente acabam decidindo que não tem mais paciência para isso e pedem o divórcio.

Uma pena jogar um casamento tão antigo no lixo. Mas pode ficar bizarro. Sim, quando o casal supera essa crise e avança para a próxima. É o divórcio de quem tem mais de cinquenta anos de casado. E ocorre por um motivo que ninguém fala: acabou a libido. Mas apenas para um deles, não para os dois. E um deles insiste em tentar fazer com o outro à noite. Sim, imaginem velhinhas correndo do viagra. Raro, mas já fiz alguns deles.

Lógico que essas regrinhas que estabeleci acima não são exaustivas. Tem gente que fica dez anos brigando sem um ter coragem de olhar para o outro assumindo que o casamento terminou. E quando tem, faz um estardalhaço daqueles. Esse pessoal, para mim, é a galera lá de trás, do primeiro tipo de divórcio, que se casou por paixão, exclusivamente por paixão, e não teve a humildade que os jovens mencionados têm de assumir rapidamente o seu erro.

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